sexta-feira, 11 de abril de 2008

Submundo (décima parte: Port Townsend, cidade proibida I)

Alkeos e Lumiére seguiram para o mundo humano, chamado Terra, para proteger alguns seres de boa índole que ainda existiam naquele fim dos mundos. Mal chegaram e já tiveram um pequeno atrito com um grupo de mal encarados na Rua XIII. Estavam na única cidade que não fora completamente dominada pelas trevas. Era pequena e praticamente desconhecida, o que ajudava na luta contra esse mal. Era o tipo de cidade que ela gostava de aparecer do nada e sumir de repente. Quando acabaram com aquele pequeno atrito, deixaram os cinco homens no chão, todos desacordados e sangrando por todos os lados. Não estavam mortos, mas iam demorar para se recuperar daquele dia... Estavam no meio de uma rua escura, virados para a parte sem saída, de costas para a avenida principal da cidadezinha. Ouviram passos, eram de mulher pois a batida do salto era bem fina e comprida, sentiram o cheiro daquele ser, um arrepio correu espinha a baixo dos dois... Sabiam exatamente quem era, mas queriam que estivessem errados. Ouviram sua risada, doce e maliciosa, a voz era hipnotizante... Lumiére ja ouvira historias sobre esse ser, mas nunca tivera o prazer (ou desprazer) de encontrá-la na sua cidade preferida. 'Hmm, o que dois homens de luz fazem em minha cidade preferida dias antes de algo interessantíssimo acontecer?'. Os dois ficaram imóveis... Lumiére nunca tinha escuta uma voz tão doce, suave, aveludada e ao mesmo tempo tão forte, perversa. Alkeos estava completamente arrepiado com aquele tom de voz único que não ouvia a mais de séculos... 'Bom, acho que algum gatinho comeu a língua de vocês, não é? Que pena... Estava tão feliz por ter reencontrado pessoas assim aqui, faz tempo que não vinhas aqui.. Me deu até uma certa saudade, mas logo passou...' No mesmo instante brotaram imagens de séculos passados na mente de Alkeos, imagens que havia esquecido e que não queria relembrar, mas foi impossível lutar contra seus próprios pensamentos... Depois de alguns minutos Alkeos voltou em si e resolveu encará-la, sabia que era o que ela queria, mas resolveu ceder... Não queria olhar aquela beleza incomum e inumana, mas era como se seu corpo não obedecesse seus pensamentos e suas ordens. Cada ano que passava ficava mais perfeita aquela beleza surreal... Exatamente quando Alkeos virou-se, Lumiére ja estava completamente hipnotizado pela beleza inumana daquele ser imprevisível... 'Lumiére, mantenha a compostura. Não queres que ela ache que tu és um bobo, não é?' Lumiére logo voltou em si e começou a encará-la como se nada tivesse acontecido... 'Ora, ora meu querido e amado Alkeos. Vejo que continuas mandão, exatamente igual a dois séculos atrás...' Alkeos estava lutando contra si mesmo, contra seus pensamentos e suas perguntas. Não queria pensar naquilo que queria, pois sabia que ela poderia ler seus pensamentos a qualquer instante. 'Bem, continuo sendo aquilo que eu era desde o dia em que me conheceu. Mas vejo que tu mudaste um pouco, não é mesmo?' Ela balançou a cabeça concordando com Alkeos e caminhando para a luz... 'Mudei, mas para melhor. Se o meu melhor não for pior, não é?' riu, com aquele riso clássico, lindo de tão malicioso que era. 'Mas quem é este ser tão bonito ao teu lado, Alkeos? Um ser novo no mundo dos bons?' Lumiére vermelhou-se, estava encabulado pelo elogio daquele ser tão belo, mas manteve o ar e a expressão séria. 'Lumiére, cavaleiro de luz.' disse ele, com um tom grave e sério. 'Uau, temos mais um francês para a família? Mas, ora essa. A maioria dos franceses estão do outro lado. Como pode?' Alkeos somente sorriu e passou por ela com um ar autoritário e superior. 'Ora Alkeos, que ar de superioridade é este? Sabes muito bem quem é superior a quem aqui...' 'Sim, sei muito bem quem é superior aqui. Mas não irei mudar meu jeito de ser pelo simples fato de superioridade maior ou menor.' Alkeos ja estava na avenida principal quando viu um ser completamente estranho, para ele, encostado na parede da esquina... 'Alkeos!' surpreendeu o menino com um tom grave e forte na voz. 'Não lembras de mim, não é?' sorriu com o mesmo ar malicioso que ela tinha. 'Diego Beltoise, estas lembrado?' Alkeos deu um pulo quando ouviu o sobrenome daquele menino. 'Beltoise? Diego Beltoise? Ora, como cresceste menino. Quantos anos tens agora?' O menino riu, balançando a cabeça com um ar de reprovação, olhando o desespero que transbordava de Alkeos... 'Sou apenas um adolescente com 17 anos... Mas farei 18 logo, logo!' riu, com aquele ar desprezivel. Alkeos riu também, estava feliz por ter reecontrado um dos Beltoise no meio daquela cidadezinha do oeste... 'Bem Diego, o que faz aqui neste lugar esquecido por Deus?' Diego não gostava muito de falar sobre seus planos, mas era Alkeos, tinha que contar. 'Estou procurando uma pessoa.. Quer dizer, estava. Acabei de encontrá-la.' Alkeos sentiu um arrepio vindo da espinha, sabia quem ele procurava, sabia o que ele queria... 'Ah sim... Bom, vou indo. Tenho muito o que fazer aqui. Boa sorte para ti e, por favor, cuidado...' Alkeos chamou Lumiére e foi embora, procurando as almas boas naquele fim de mundo chamado Port Townsend... Diego seguiu para o beco escuro onde aquele ser completamente sinistro e belo estava. 'Bella? Estas ai? Gostaria muito de falar contigo, pelo menos alguns minutos... ou segundos.' Bella, era este o nome daquela estátua viva com pele de porcelana, olhos cor de fogo, cabelos negros pela cintura. Chamava atenção pelas suas roupas pretas que contrastando com a sua pele pálida e suas unhas vermelho sangue. Um belo nome, uma bela aparência e uma bela educação. Tinha um porte nobre e superior ao andar, olhar, falar. Era séria, irônica, sarcástica... Sempre com aquele ar de quem sabe de tudo e não quer conhecer ninguém menos que a própria alma gemea... isso se existisse alguem que poderia ser comparado com aquele ser maravilhoso e sombrio. Diego era alto, forte. Um porte de lenhador, cara fechada, barba cerrada, ruivo de olhos castanhos claro. Cabelos pelo meio das costas, encaracolados nas pontas, perfeitos para Bella. Era cheinho de sardas naquela pele pálida como giz. Braços marcados pelos músculos, peito grande, costas largas. Estava vestido com uma camisa flanelada xadrez por cima de uma regata branca que marcava o seu peito forte e sua pequena barriga 'de chopp'. Usava calças pretas e uma bota de cowboy preta. Era o tipo certo de homem errado que Bella achava perfeito. Quando o viu ela quase desmaiou. Nunca imaginou, em sua 'vida', que pudesse encontrar alguém com as descrisões do homem de seus sonhos. 'Como sabes meu nome? Alias, tu és real?' Bella não sabia se estava vendo aquilo mesmo ou se era somente fruto de sua imaginação. Enquanto isso, Alkeos não tinha certeza se iria procurar as pessoas ou ficaria ali, ouvindo a conversa dos dois seres estranhamente belos no beco... Resolveu ficar um tempo ali, parado na esquina, para ter certeza que nada de errado iria acontecer. Mas ele sabia que iria acontecer alguma coisa, não exatamente de errado, mas com certa importância para os mundos. Diego não entendeu muito bem a pergunta que Bella o fizera, mas estava certo de que aquela mulher era a certa para ele. Era ela quem ele queria e era ela que iria ter. 'Sim, sou inteiramente real.. Ou pelo menos acho' riu, encabulado. Bella estava certa de que aquele menino parado a poucos metros em sua frente era quem estava esperando durante alguns anos. Não queria desperdiçar aquele momento por nada, mas estava meio envergonhada. Nunca tinha sentido aquele calor dentro dela, aquela vontade de tocar o rosto de alguém como queria tocá-lo naquele instante. Nada poderia quebrar aquele momento. Ela o admirava como se estivesse vendo o mais belo por-do-sol... 'Bella? Esta viva?' Diego preocupou-se com aquele silêncio repentino de Bella. 'Oh, estou sim. Não tão viva, mas estou melhor do que antes... Pena que não podemos conversar muito, Diego. Ja estava indo embora, preciso arrumar umas coisas.' (em mim) pensou ela... Estava completamente desnortiada, tinha que sair dali o mais depresa possivel senão ia pirar com aquela visão espetacular que estava tendo durante aqueles vinte minutos... 'Que pena, queria tanto conversar... Mas, posso saber uma coisa?' 'Sim, pergunte o que quiser... Mas rapido, estou com presa...' 'Claro, é uma pergunta básica... Como sabes meu nome?' Bella não sabia o que dizer, nem o que pensar, nem o que fazer. Estava completamente hipnotizada por aquele ser iluminado. "Como ele é bonito. Nunca vi ninguém assim" pensava ela constantemente enquanto ele esperava a resposta... 'Ahh, ouvi Alkeos falar. Se não for muito abuso te chamar assim...' 'Claro que não! Tu podes me chamar de qualquer nome.' Nesse momento ela derreteu por dentro. Ele era tão simpatico, tão bonito, tão...surreal. Não podia ser real, era perfeito demais. Não podia mais ficar ali, queria muito chegar mais perto dele, mas não podia. Não ia se controlar.. Resolveu sumir, correr o mais rapido e o mais longe que pudesse. Não queria vê-lo. Nunca mais. Mentira! Ela sabia que era mentira, mas tentava se convercer do mais óbvio. Não podia ter nada além de simples conversas. Ele era simpatico demais, na certa só queria conversar mesmo... Mas ela não! Tinha que conter aquele desejo reprimido de toca-lo, saber como era o gosto, o cheiro, os pensamentos. Não conseguia nem ao menos ler seus pensamentos... 'Bella, aonde vai? Quero te ver de novo, por favor...' 'Não! Não posso... Por favor, fique longe de mim...' Bella tinha que se concentrar na Guerra que estava por vir, estava furiosa por ninguem ter lhe contado aquele imprevisto mal armado pelos anjos e demônios de todos os mundos. Mas aquele ódio que sentia sumia no fundo dos olhos cor de mel daquele ser perfeita e estranhamente belo. Queria vê-lo mais uma vez. Mais duas, mais três... Queria vê-lo todos os dias daquela sua vida que ja não era mais vida... Queria se tornar um pouco menos estranha, queria sentir de novo o que era ser humano... Sentia aquele calor dentro de seu peito, sentia repulsa ao tentar tocá-lo, sentir o calor da sua pele tocando as pontas dos seus dedos frios... Resolveu sumir dali, num piscar de olhos. Iria acompanhá-lo pelos pensamentos de outras pessoas, principalmente de Alkeos. Diego não entendeu muito bem o porque daquele sumisso repentino, mas estava certo de que aquela garota pálida, praticamente transparente, com aquela voz aveludada, aquele riso perverso, aquele sorriso sem jeito, era a pessoa certa, aquela que ele estava esperando... Quando saiu daquele beco escuro deu de cara com Alkeos, ficou aliviado por não ter de procurá-lo no meio daquela cidadezinha... 'Posso pedir-te um favor, Alkeos? Pela amizade que tinhas com meu pai...' Alkeos sorriu. Sabia exatamente o que Diego iria pedir e ja estava com um sermão pronto na ponta da lingua... 'Claro, fale o que queres...' Diego encarou-o com um olhar desesperado e cheio de lágrimas... 'Bom, não sei como vou pedir-te isso... Sei que conhece Bella e sei que sabes que o meu desejo é maior do que minha razão... Quero poder encontrá-la novamente... Quero tocá-la, sentir a sua pele de porcelana nas minhas mãos... Quero aquele ser maravilhosamente perfeito para mim!' Alkeos ficou perplexo com aquele pedido tão sincero e tão bonito... Não teve coragem de vomitar aquele sermão que tinha em mente. 'Diego... Bella não é comum. Não é como uma garota normal que é vista de manhã nas lojas chiques dessa cidade, ou de qualquer outra... Você corre um certo perigo se tiver algumas intenções a mais com ela... Espero que quando encontrá-la consiga perceber por si só... Mas irei falar com ela, pode deixar...' Diego não prestou atenção em nada que Alkeos tinha falado, somente a última frase. Estava completamente apaixonado por aquele ser sombrio que o fitava com um olhar curioso no beco escuro... Queria vê-la o mais rápido possível, era praticamente uma questão de vida ou morte... Só não sabia que essa não era a pior parte... Estaria em risco de morte na próxima vez que a encontrasse... Que a verdadeira questão de vida ou morte não era a vontade, mas sim o acaso...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Submundo (nona parte: Os 3 Mundos - parte III)

"Escuridão, trevas, breu, noite, ausência de luz, fim do crepúsculo... Vocês podem descrever como quiserem, mas o caminho que percorri durante essas horas era mais do que somente trevas. Não podia ver nada além de chamas flutuantes e demônios que vinham ao meu encontro, mas eram interrompidos por minha luz.. Suas silhuetas desenhadas por fogo me davam náuseas, aquele fedor... horrível. Enxofre comparado àquilo era um mar de rosas vermelhas na primavera. Aquele caminho era insuportavelmente quente e imundo. Me sentia tão sujo ao passar por ali, sentia que a cada passo que dava aquela escuridão ia sugando minha luz e minhas forças como um lobo faminto numa noite fria, que não vê a hora de encontrar alguma presa distraída... Íamos ao encontro de um ser completamente desprezível. Um ser que eu, Alkeos, não gostaria de encontrar nunca mais em minha vida, ou morte. Seu nome, Teufel. Considerado o Rei do mundo das Trevas, era completamente sem coração. Não gostava nem desgostava de ninguém, nem de nada, muito menos de mim. Tinha um ódio especial a mim, e esse mesmo é recíproco. Mas era preciso encontrá-lo. Tínhamos o dever de avisá-lo que a Guerra começará amanhã a noite e que não aceitaríamos trapaças, brincadeiras ou qualquer tipo de manifestação indesejada da nossa parte. Tínhamos o dever de avisá-lo, também, que ele deveria seguir meticulosamente as regras, senão a Guerra estaria finita e nós venceríamos. Quando chegamos a 'Sala Principal' daquele lugar grotesco, demos de cara com Teufel e seus abutres, um deles era nosso querido Ténèbres, demônio nojento e braço direito de Teufel naquele mundo escroto. Estavam todos rindo, não sei se era da nossa cara ou de alguma idiotice que fizeram. Mas isso pouco me importava, pois queria acabar logo com aquela sensação horrível que me consumia naquele lugar. 'Ora, ora, ora meus queridos abutres.. Será que eu estou vendo direito ou os meus amados olhos estão me pregando uma peça?' disse ele olhando no fundo dos meus olhos com aquelas chamas que o consumiam dentro e fora daquele corpo pútrido. Não falei nada, somente sentei em uma poltrona que estava bem na frente daquele ser e esperei aquele bando de urubus irem embora para começar a falar. Os queridos abutres e fiéis servos daquele ser imundo sumiram em meio as trevas, uivando e rindo. 'Sei que não sou bem vindo nesse mundo tenebroso e insípido que habitas, mas tenho o dever de informar-lhe que a Guerra começará amanhã, exatamente ao fim do crepúsculo, entre os dois mundos. Não haverá trapaças e tu terás que obedecer as regras. Ao contrário, nós venceremos e os teus queridos e amados servos serão extintos para sempre dos mundos!'. Aquele ser me olhava no fundo dos olhos e da alma, podendo até tocar o intocável que existia dentro do meu humilde corpo de luz. Aquilo me dava um medo e uma angustia que não cabia mais dentro de um só corpo. Lumiére estava do meu lado o tempo todo, mas mesmo assim me sentia completamente vulnerável àquele tosco com chifres e dentes que não conseguiam ficar dentro da boca. Este ser que vi estava totalmente diferente desde o último encontro entre os mundos. Não sei distinguir o que ele realmente é, só sei que é uma mistura de coisas mal feitas e mal acabadas... Meio vampiro, meio demônio, meio lobo, meio porco, meio homem. Uma mistura grotesca que me causava um mal estar terrível, náuseas, enjoos, tonturas... Mas pior ainda era quando aquilo abria aquela boca cheia de dentes afiados para responder aquilo que falava... Era um cheiro horrível, diferente de tudo o que senti e o que sentirei na 'vida'... Não aguentava chegar mais perto do que estava daquele demônio. Queria sumir dali naquele instante, mas não podia... 'Ora meu caro, estas completamente enganado sobre a minha pessoa e meus fiéis servos. Tu és totalmente bem vindo ao meu mundo das maravilhas! Percebes que sempre te recebo de braços abertos, esperando o dia que tu desças para ficar comigo eternamente... Sinto saudades tuas, sabia? Mas deixemos de lado os sentimentos e vamos direto ao ponto. Como sabes adoro trapaças, brincadeiras de mal gosto, sarcasmo e ironias... Mas não sou tudo isso que pensas. Pelo contrário, sou muito bonzinho relevando os meus defeitos e minha má aparência.. De resto, meu amado irmão, sou como você. Um ser que luta por aquilo que acredita, que defende os ideias e que é capaz de morrer por alguma coisa.. Porém, eu sou mais ambicioso, isso me torna perverso e sendo assim acaba me tornando um ser desprezível. Contos, mentiras, calúnias! Não sou tão mau assim, querido. Sou como todos os podres mortais e imortais. Apenas mais um nesses mundos loucos que alguém nos proporcionou... Pode ficar calmo e descansar em paz que irei seguir as regras. Ah! uma última coisa, mande um enorme e caloroso abraço ao nosso querido Pai, estou com saudades daquele velho brincalhão!'. Sim meus amigos, ironia até a última palavra... Sinto ódio de todas as palavras que aquele cretino vomita aos sete ventos. Ele tem coragem suficiente para falar deste jeito na minha cara e ainda sumir naquelas trevas rindo e gozando da minha cara... Fiquei aliviado, mas me subiu uma coisa tão ruim quando aquele cretino sumiu. Porém pude ir embora daquele lugar podre, espero nunca mais voltar lá! Agora, com mais esse desejo de vingança que tenho daquele ser que era meu irmão, vou poder aniquilar todos os abutres e conseguir a extinção dessa raça nojenta dos mundos. Esta Guerra será uma das mais violentas e fortes que já existiu. Podemos destruir um dos mundos se for preciso... Só tenho dó dos inocentes, mas morrerão por uma boa, aliás, ótima causa: A Extinção da Raça Pútrida. Digo e repito, não haverá nenhum sobrevivente dessa raça de imundos e garanto que nós, os seres da luz e da união celestial, venceremos mais essa batalha pela paz e harmonia mundial. Os mundos estão em perigo constante... Só temo por uma coisa. Espero que ela não saiba dessa Guerra, senão todos nós, seres de luz, de trevas e os inocentes, estaremos em perigo. Espero que, se ela ficar sabendo ou sentir que haverá uma Guerra entre os Mundos, não nos destrua, ou pior, nos castigue. Um ser tão incomum e tão imprevisível... Só temo por isso. Temo por todos. Temo pelo meu mundo..."